Programa quer reduzir número de suicídios

Ações visam conscientizar, prevenir e tratar pacientes com a doença. Executivo anuncia contratação de profissionais

Com o objetivo de deixar a liderança no ranking nacional no número de suicídios, apontado em relatório, divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde, o Executivo lançou na última terça-feira, o programa de Valorização da Vida. Entre 2015 e setembro de 2017, foram registrados sete suicídios.

Conforme a secretária de Saúde, Heide Grunewald, a meta é conscientizar e prevenir a doença entre a população. Cita que desde janeiro, quando iniciou a nova gestão assumiu, a secretaria priorizou a área de saúde mental com a contratação de novos profissionais. “Temos médico todos os dias, inclusive ao meio-dia para atender os funcionários de empresas. Ainda fazemos visitas em casa. Tudo ajuda a melhorar a qualidade de vida”, afirma.

A secretária destaca que o município tem uma parceria com o hospital de Arroio do Meio para tratamento dos pacientes que em consultas apontam ideação para o suicídio. “Tínhamos uma psiquiatra mas ela desistiu. Estamos agilizando a contratação de outros profissionais”, assegura.

O percentual do orçamento gasto com saúde também foi aumentado. De 15% saltou para 18%.   Segundo a psicóloga Angélica Renner, o Executivo estava ciente do problema e por iniciou um trabalho para reduzir os índices. Entre as ações previstas está a contratação de mais uma psicóloga, psiquiatras, educador físico e dois professores de dança, que iniciaram as aulas esta semana.

A reabertura do CRAS, fechado em 2015, é outra prioridade. “A entrada de novos profissionais ajuda a melhorar a política de assistência e prevenção. Conseguiremos estudar as causas, realizar um diagnóstico e fazer o tratamento adequado”, afirma.

O evento integrou as atividades do Setembro Amarelo. Na ocasião, o integrante do corpo clínico do HBB, de Lajeado, e preceptor de residência médica do Hospital São José, de Arroio do Meio, o psiquiatra Olivan Diniz dos Santos de Moraes palestrou sobre os fatores de risco e importância do tratamento. Cerca de 250 pessoas participaram do lançamento.

Atendimento descentralizado

O trabalho será estendido à empresas, escolas e direto nas comunidades. Segundo Heide e Angélica, com os novos projetos em andamento é possível descentralizar o atendimento, dando a oportunidade para que mais pessoas sejam tratadas. “Registramos um alto número de pessoas tomando medicação e isso nos preocupa. Queremos saber as causas e como podemos auxiliar”, enfatiza Angélica.

Fatores como a cultura alemã - com características rígidas - o uso abusivo de álcool aliado a uso de medicação e ou algum transtorno mental, agricultura como base econômica e o uso de agrotóxico contribuiriam para os suicídios na cidade, aponta a psicóloga.

Entre oficinas, atendimento individual psicológico e médico, o município realiza cerca de cem atendimentos semanais na área de saúde mental. No dia 10 de novembro, a cidade sedia o XVIII Encontro Regional de Saúde Mental. Representantes de 37 municípios do Vale reúnem-se na cidade para tratar do tema.

Foto divulgação

Saúde mental

Legenda -  Psiquiatra Olivan chamou atenção para os sintomas para identificar as pessoas doentes e a importância de buscar ajuda para fazer o tratamento