Semana Santa incrementa venda de peixes

Produtores organizam feiras na taipa. Quilo é vendido a uma média de R$ 10

O peixe é o alimento tradicional da Semana Santa, especialmente na Sexta-Feira Santa. Por conta disso, a procura aumenta. Em Forquetinha, conforme dados da Emater, são 400 açudes, mantidos por 310 produtores, totalizando uma área alagada de 28 hectares.

Conforme o chefe do escritório Arthur Eggers, entre os dias 24 e 29 serão realizadas diversas feiras na taipa pelo interior. Serão comercializadas as espécies: Tilápia, Traíra além de Carpas (Capim, Húngara, Prateada e Cabeça Grande). O preço médio do quilo chega a R$ 10. “É uma boa alternativa de renda extra para as famílias”, destaca.

O casal Alécio e Inês Feil, da Vila Storck realizam a primeira feira do peixe nos dias 24 e 25. Com mais de um hectare de área alagada, a criação de peixes se tornou uma alternativa de renda para a família. Para Inês o segredo está no manejo da água e na alimentação. “O quilo será vendido por R$ 10. O cliente leva o peixe desviscerado, pronto para o consumo”, destaca.

Serão oferecidas as espécies Tilápia e Carpa Capim, Cabeça Grande e Prateada. O secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Adair Groders destaca o aumento da procura nos últimos anos. “É uma carne magra, sem gorduras e de fácil digestão. Todos podem consumir, sem exceções”, afirma.

Cuidados na hora de criar

Segundo Henrique Augusto dos Santos Bartels, Assistente Técnico Estadual em Produção Animal, é importante observar alguns pontos para obter boa rentabilidade. Um deles é a calagem do viveiro. “Os solos do nosso estado tendem a ser ácidos. O recomendado é aplicar calcário de forma uniforme em toda área alagada, logo após a despesca”, orienta. Para saber a dose certa o ideal é fazer uma análise de solo ou medir a alcalinidade da água.

Quando é feito o policultivo, a distribuição das espécies deve seguir as proporções: 35% de carpa capim, 35% de capa húngara, 15% de carpa prateada e 15% de carpa cabeça grande, numa relação de um peixe para cada quatro metros de espelho d’água.

Na hora de fazer a despesca, aconselha fazer o jejum prévio dos peixes, preparo dos equipamentos, definir horários de venda, transporte e observar a qualidade do gelo, fundamental para garantir a conservação.

Outro cuidado é com o abate. Aos serem retirados do viveiro, as carpas precisam ainda ficar um dia em tanques com água limpa para fazer a depuração. “Eles vêm estressados e quentes. Essa água exatamente é para fazer a limpeza do peixe, pra esfriar, senão, ele não larga a sangria, o que provoca um odor, desagradável ao paladar”, explica.

No Vale do Taquari, existem mais de 5,2 mil piscicultores, cuja área alagada passa de dois mil hectares. Só na Semana Santa, a venda de pescado movimenta R$ 3,5 milhões.

Feiras no município

Adelsinho Welzbacher- Bauereck - dia 29, a partir das 8h

Espécies disponíveis: Tilápia e Carpas Capim, Cabeça Grande, Prateada.

Alécio e Inês Feil – Vila Stork – dias 24 e 25, a partir das 8h

Espécies disponíveis: Tilápia e Carpas Capim, Cabeça Grande, Prateada.

Sélio Guzon – Bauereck – dias 24 e 25, a partir das 8h

Espécies disponíveis: Carpas Caim, Cabeça Grande, Prateada e Húngara.

Valdori Sauter - Bauereck – dia 24, a partir das 9h

Espécies disponíveis: Tilápia, Jundiá e Carpas Capim, Cabeça Grande, Prateada e Húngara.

Francisco Schwingel – Vila Storck – dia 24, a partir das 8h

Espécies disponíveis: Carpas Capim, Cabeça Grande, Prateada e Húngara