Produtores organizam feiras para vender peixe

Quatro pontos comercializam pescado. Preço médio do quilo é de R$ 9,50

Tradicional alimento na Sexta-Feira Santa, o peixe incrementa a renda de várias famílias no interior. Conforme dados da Emater no município existem 400 açudes, mantidos por 310 produtores, totalizando uma área alagada de 28 hectares.

Segundo o chefe do escritório Arthur Eggers, entre os dias 13 e 18 serão realizadas diversas feiras na taipa pelo interior. Serão comercializadas as espécies: Tilápia, além de Carpas (Capim, Húngara, Prateada e Cabeça Grande). O preço médio do quilo chega a R$ 9,50. “Representa uma alternativa extra para muitas famílias”, destaca.

O funcionário público Valdori Sauter abriu o primeiro açude há 25 anos. Hoje são três unidades. Por ano são produzidos mais de 2 mil quilos. Neste sábado, a partir das 9h, ele oferece aos clientes em torno de 1,2 mil quilos de carpas. O preço varia de R$ 9 a R$ 10. “É um excelente negócio tendo água de qualidade disponível”, destaca.

Conforme o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Adair Groders a criação é uma forma de diversificar a renda nas propriedades. “O consumo aumentou muito. É uma carne muito saudável e todos podem ingerir, sem restrições”, observa.

Cuidados na hora de criar

Segundo Henrique Augusto dos Santos Bartels, Assistente Técnico Estadual em Produção Animal, é importante observar alguns pontos para obter boa rentabilidade. Um deles é a calagem do viveiro. “Os solos do nosso estado tendem a ser ácidos. O recomendado é aplicar calcário de forma uniforme em toda área alagada, logo após a despesca”, orienta. Para saber a dose certa o ideal é fazer uma análise de solo ou medir a alcalinidade da água.

Quando é feito o policultivo, a distribuição das espécies deve seguir as proporções: 35% de carpa capim, 35% de capa húngara, 15% de carpa prateada e 15% de carpa cabeça grande, numa relação de um peixe para cada quatro metros de espelho d’água.

Despesca e abate

Na hora de fazer a retirada dos peixes, aconselha fazer o jejum prévio, preparo dos equipamentos, definir horários de venda, transporte e observar a qualidade do gelo, fundamental para garantir a conservação.

Outro cuidado é com o abate. Aos serem retirados do viveiro, as carpas precisam ainda ficar um dia em tanques com água limpa para fazer a depuração. “Eles vêm estressados e quentes. Essa água exatamente é para fazer a limpeza do peixe, pra esfriar, senão, ele não larga a sangria, o que provoca um odor, desagradável ao paladar”, explica.

No Vale do Taquari, existem mais de 5,2 mil piscicultores, cuja área alagada passa de dois mil hectares. Só na Semana Santa, a venda de pescado movimenta R$ 3,5 milhões.

Feiras no município

Adelsinho Welzbacher- Bauereck - dia 17 e 18, a partir das 8h até às 18h. Preço do quilo varia entre R$ 9 e R$ 10
Espécies disponíveis: Carpas Capim, Cabeça Grande, Prateada.

Valdori Sauter - Bauereck – dia 13, a partir das 9h
Espécies disponíveis: Carpas Capim, Cabeça Grande, Prateada e Húngara. Preço do quilo varia entre R$ 9 e R$ 10

Egomar Krüger – dia 13, a partir das 8h, nas dependências do CTG Espora Nativa, na Vila Brass
Espécies disponíveis: Carpa Capim e Prateada ao valor de R$ 10 o quilo

Nadaniel e Pedro Bald – São Vitor – dia 13, a partir das 8h. Preço do quilo varia entre R$ 9 e R$ 10
Espécies disponíveis: Carpas Capim, Cabeça Grande e Húngara

Foto Divulgação e texto Giovane Weber/FW Comunicação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Forquetinha