Ponte baixa está em fase de conclusão

Usuários comemoram construção de passagem. Investimento chega a R$ 167 mil

O término da ponte baixa é comemorado pelo morador de Vila Haas Pedro Schmeier, 62. Após a interdição da antiga estiva, o trajeto para se deslocar até o centro ficou mais longo e perigoso. “Não tenho carro e uso minha charrete para ir ao Centro. O trajeto aumentou em seis quilômetros e a rodovia ainda não tem acostamento”, comenta.

Schmeier elogia a obra e está ansioso pela liberação da passagem que vai beneficiar mais de 50 moradores. “É uma das obras mais importantes para nós. Estávamos isolados após a estrutura ser interditada”, observa.
O casal Carlos e Márcia Kern diariamente atravessa a pinguela de moto e aguardam ansiosos pelo liberação. “É muito perigoso. Para nós será uma grande obra. Além de encurtar o trajeto até o centro, torna a travessia mais segura”, enfatizam.

De acordo com o secretário de Planejamento Vianei André Noll, a nova estrutura facilita e encurta a passagem para as famílias e motoristas. “Era uma reivindicação dos usuários e uma obra de infraestrutura necessária. Ficará por muitos anos”, resume.

Além de facilitar a passagem, encurta muito a distância até a área central da cidade. O valor da obra é orçado em R$ 167.098,93, com recursos próprios.

Estrutura reforçada

Segundo o engenheiro civil Everson Kerbes, em 20 dias devem começar as obras de construção do aterro por parte da secretaria de Obras, Viação e Interior. “Após a concretagem do tabuleiro, parte onde transitam os veículos, será necessário um período de cura do concreto. Logo então será efetuada a desforma, que trata-se na retirada das escoras e formas de madeira”, explica.

Com isso será possível fazer com que a água retome seu caminho natural no leito e posteriormente liberar para a passagem. Com 35 metros de comprimento e 4,5 metros de largura a nova ponte baixa terá uma altura de 1,5 metros acima do nível normal do arroio.

Foram feitas cortinas de concreto com pilares embutidos. “Com isso a área de passagem da água será maior e reduzirá o acúmulo de resíduos como galhos e outros tipos de materiais. O diferencial é a construção de cortinas ao invés de tubos de concreto”, finaliza. 

Relembre o caso

A estiva foi inaugurada em 2008 pelo governo do prefeito Lauri Darci Gisch (MDB). Na época foram investidos R$ 80 mil. No dia 14 de agosto de 2010, após a passagem de um caminhão de brita, a estrutura cedeu em um dos lados e abriu um buraco de aproximadamente dois metros de profundidade. O local foi interditado para a travessia de veículos e de pedestres.

Fotos e texto Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Forquetinha