Comitê aprova pedido de zona livre de vacinação

Novo status precisa ser homologado na assembleia-geral marcada para maio. Secretário destaca benefícios da conquista

Após mais de 20 anos de espera , o Rio Grande do Sul será reconhecido internacionalmente como um Estado livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

“Esse reconhecimento vai abrir mercados mundo afora para vendermos aquilo que produzimos de proteína animal e vai incentivar investimentos em frigoríficos, em produção de proteína animal e, consequentemente, em emprego e renda para a nossa população, acessando esses outros mercados e colocando mais recursos no nosso Estado”, ressaltou o governador Eduardo Leite.

A homologação, por parte da OIE na assembleia geral, deve ser realizada em 7 de maio, na França. Acre, Rondônia, Paraná e parte do Amazonas e do Mato Grosso também obtiveram o reconhecimento.

Sanidade confiável

A retirada da vacinação evidencia, em âmbito mundial, que o Estado tem defesa sanitária confiável e permitirá acesso ao mercado de carnes chamado circuito “não aftósico”, onde se estima poder exportar cerca de US$ 1,2 bilhão anuais adicionalmente.

Atualmente, a carne gaúcha não acessa 70% dos mercados potenciais. Outra vantagem da condição é o preço pago ao produtor, que tende a aumentar entre 25% e 30% a partir da evolução de status sanitário.

“Essa conquista é fundamental e esperamos, entre exportação e acesso a mercados, movimentar mais de US$ 1 bilhão por meio desse certificado. Vale salientar que estamos fazendo investimentos desde 2019 de mais de R$ 10 milhões para prestar melhores serviços aos produtores do Rio Grande do Sul, a fim de alcançarmos esse reconhecimento”, afirmou o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho.

Para o secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Adair Pedro Groders, o reconhecimento é uma questão histórica e favorece toda cadeia produtiva. “Com a abertura de novos mercados, nossos produtores terão ganhos maiores e poderão fazer novos investimentos. Agora é preciso reforçar os cuidados com a sanidade para manter este status.”

Economia

Em agosto do ano passado, o Mapa já havia formalizado o Rio Grande do Sul como zona livre da febre aftosa sem necessidade de vacinação.

O reconhecimento permite que em torno de 12,5 milhões de cabeças, entre bovinos e bubalinos, deixem de ser vacinadas no Estado. Também deixa de ser necessária a aplicação de 20 milhões de doses anuais de vacina, uma vez que a imunização ocorria em duas etapas: rebanho geral e para animais com até 24 meses.

Foto Divulgação e texto Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Forquetinha