Semilda, aos 100 anos, de bem com a vida

Moradora do centro, celebrou um século de vida ao lado da família e amigos. Boa alimentação, cerveja, mente ativa e sorrir todos os dias são os segredos da longevidade

Quantos anos você vai viver? Eis uma pergunta cuja resposta ninguém sabe dizer com certeza. E se lhe informassem que você chegaria aos cem anos? Você acreditaria? Pois Semilda Griesang, moradora do Centro, completou 100 anos, dia 25 e ela mesmo nunca imaginou que comemoraria tantos aniversários.

"Mãe, a senhora imaginou que viveria tanto?'', perguntou a filha Glaci, 78 anos, ao lado do ouvido, que ouve com dificuldade. A resposta foi apenas um sorriso e uma sacudida de cabeça, indicando a negativa.

Nascida em Nova Berlim, hoje Bauereck, divisa com a cidade de Canudos do Vale, Semilda é de uma família de quatro irmãs. A vida inteira se dedicou à profissão de agricultora e de cuidar do lar, ao lado do marido Aloysio, falecido em 2001. O casal teve apenas uma filha, com a qual vive há mais de 10 anos, depois que sua condição motora impediu que continuasse a morar sozinha. Semilda também tem um neto e dois bisnetos.

Entrevista

Qual é o segredo da longevidade?

Semilda - Rapaz! Eu sempre digo, comam bem, tomem cerveja com moderação e mantenham a mente ocupada com pensamentos bons. Eu gosto de acordar cedo, tomar meu chimarrão, dar minha caminhada e depois fazer meu crochê e tricô na companhia dos meus três cachorros. Adoro comer carne com gordura, se não tiver, nem faço questão de me servir (risos). As coisas ruins que tive já me tiraram e hoje sou muito feliz e grata por tudo que vivi e conquistei. O maior segredo em viver tanto tempo é ser feliz, procurar motivos para sorrir todos os dias e isso nunca me faltou.

A senhora sempre foi muito prestativa na comunidade?

Semilda – Muito. Meus pais sempre me ensinaram que é preciso ajudar, se doar, auxiliar a comunidade onde estamos inseridos. Integrei o coral, fui uma das fundadoras da Oase, ajudei a organizar festas, bailes e sempre fui muito presente na vida religiosa. Participei ativamente da política e confesso que tivemos muitas vitórias. Meu marido também era muito atuante. A união sempre faz e fará a diferença.

Qual a melhor recordação que a senhora guarda nestes 100 anos?

Semilda – São tantos momentos bons. As festas, a cantoria, as visitas de amigos. Eu amo receber visita e com a pandemia isso acabou. Fiquei muito triste. Mas em breve tudo voltará ao normal. Mas sem dúvida, o que mais me marcou foi ver meu pai tocando bandoneon. A música sempre esteve presente em nossas vidas.

E chegar a um século de vida, qual a sensação?

Semilda – Estou feliz e muito. Minha saúde está boa, assim como a memória. Faço parte de uma família maravilhosa. Tenho alguma dificuldade para andar, mas com ajuda do andador está tudo certo. Não posso reclamar de nada. A gente passou por muitas dificuldades, mas todas superadas com amor e fé.


Fotos e Texto Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Forquetinha